A Alquimia da Cerveja nasceu do sonho deste cervejeiro caseiro de levar
a todas as pessoas um pouco da Cultura cervejeira. Meu nome
é
Cléber Moisés da Silva, nascido na cidade de
Campo Bom,
Rio Grande do Sul em 1968.
Minha
relação com a cultura da cerveja vem desde
criança, quando meu pai fazia sua cerveja preta e
não
alcoólica (ao menos pensávamos que não
tinha
álcool, hehehe). Com o passar dos anos fui desenvolvendo o
interesse por
cervejas artesanais e aprofundando minhas pesquisas sobre o assunto.
Embora
sejamos descendentes de portugueses, minha família teve um
contato muito estreito com a cultura da
colonização
alemã ao se instalar no Morro Pelado, Distrito de Taquara
antiga
Freguesia do Mundo Novo, Rio Grande do Sul no vale do Rio dos
Sinos. Tradicional região de descendentes
alemães,
cujas primeiras famílias haviam se instalado em
São
Leopoldo e se espalharam por toda a Região do Vale
até a
encosta da serra e subindo a serra gaúcha em
direção à Canela, Gramado e Nova
Petrópolis.
Mais tarde meu avô se
muda para Campo Bom onde é meu local de nascimento e ali
também nasce a minha história com a cerveja
caseira, pois
no convívio com os descendentes de alemães, minha
família acaba absorvendo muito de seus costumes dentre os
quais
a arte de fazer cerveja em casa.
Por vezes, lembro das
espiadelas na lata de cerveja, que levava somente um pano de prato
cuidadosamente alvejado por minha mãe e utilizado por meu
pai
para tapar a lata. O mosto, depois de fervido com o lúpulo
era
derramado em uma lata de banha, que havia sido reciclada e
cuidadosamente lavada para fazer uma cerveja (Foi ai que aprendi que a
cerveja precisava amadurecer, hahaha). Três dias fermentando,
a
cerveja era engarrafada e ai era só esperar ansiosamente a
hora
de abrir para degustar.
Muitas vezes vi meu pai
tomar banho de cerveja com alguma garrafa que estourava ou pela
pressão do gás na garrafa, que fazia jorrar a
cerveja
fora e sorrindo se acampar na mesa conosco para uma boa
refeição regada com a cerveja caseira. Nesta
época
não se deixava terminar a fermentação
para
engarrafar a cerveja, ai o motivo de estourar muitas garrafas e uma
alta pressão de gás.
Lembro dos Natais da minha
infância, quando a Dindinha minha bisavó nos
escalava, eu,
meu irmão (Eder) e os primos (Beto e Jorge), para buscarmos
folhas de bananeira que serviriam de forma para as roscas de polvilho
mais maravilhosas que já comi na vida. Enquanto a Dindinha,
minha mãe (Loreci) e minha madrinha (Laurita) rodeadas por
minha
irmã (Telma) e minha prima (Joseila), preparavam saborosas
bolachas de natal (biscoitos) num velho forno de barro. Quando chegava
a hora da festa, havia a troca de presentes, e uma ceia com as
guloseimas preparadas e uma cerveja, preta, doce e sem
álcool
(Até ali acreditávamos que era sem
álcool, hehehe).
Nas festas de natal,
páscoa e aniversários da minha infância
me recordo
pouco de refrigerante, era muito caro, mas a cerveja caseira do meu
pai, ou preparada pela Dindinha ou ainda por meu tio
(Domívio)
sempre esteve presente, fazendo a alegria de quem provasse.
Lembranças que o tempo não apaga.
A cerveja da minha
infância, eu poderia chamar de “falsa
cerveja”, ou
“fermentado de lúpulo”, pois somente se
fazia a
fervura do lúpulo em flor com açúcar e
caramelo de
milho e se colocava para fermentar com fermento seco de pão.
Porém mesmo contra as convenções,
prefiro
chamá-la “Cerveja”. Ainda hoje quando
vou na casa do
meu pai ele costuma ter algumas na geladeira, saborosas e com gosto da
minha infância.
Mais tarde comecei a me
interessar mais profundamente pela cerveja e fazer minhas pesquisas e
fazer a minha própria cerveja, mas ai com cereais maltados e
tudo que se tem direito para se obter uma boa cerveja. Então
decidi montar a Alquimia da Cerveja e não tendo
condições de ir para a Alemanha ou
Bélgica (Menina
dos meus olhos, na fabricação de excelentes
cervejas
artesanais), fui para a Argentina, que até então,
era
considerada a Alemanha da América do Sul (eu particularmente
ainda acho isso).
Finalmente no final de 2009,
já tendo ministrado alguns cursos e eventos sobre cerveja
artesanal, e para desespero da minha esposa (que é minha
grande
apoiadora) abri a Alquimia da Cerveja, ainda no meu
minúsculo
apartamento. Em Julho de 2010 depois de ter alugado uma
minúscula sala, lancei a loja virtual.
Na Alquimia da Cerveja a
idéia é disseminar a arte de se fazer cerveja em
casa. E
o preparo de cerveja caseira com extrato de malte tem exatamente este
propósito. Para as pessoas que tem pouco tempo ou pouco
conhecimento fazerem uma deliciosa cerveja, no conforto de sua casa,
com as receitas assinadas por este Cervejeiro, mas com o toque
de cada cervejeiro.
Quando nasceu a idéia
da Alquimia da Cerveja o ponto principal foi de levar a todas as
pessoas esta possibilidade maravilhosa de fazer a sua
própria
cerveja em casa. Inovando em receitas ou fazendo uma receita
básica onde o mais importante é a
satisfação de
apreciar uma cerveja feita por si próprio ou com os amigos.
Por
isto você encontra o mini curso “Como fazer
Cerveja”, onde
você tem informações de como utilizar
os
“Preparos para cerveja com extrato de malte da Alquimia da
Cerveja” e pode ver como é simples fazer cerveja
em casa.
Quando falei da idéia
para uma amigo que mora na Alemanha, ele me disse. – Mas isso
seria interessante criar um grupo fechado, mais seleto! Eu disse:
Não! Minha idéia é que toda pessoa,
que tenha
interesse por cerveja artesanal e se pré-disponha a aprender
desta arte tenha aqui um ponto de apoio onde possa encontrar, produtos,
equipamentos, e muita informação, para
desenvolver suas
loiras, ruivas, negras, marrons, mas sobretudo deliciosas cervejas.
Enfim, nós somos
a Alquimia da Cerveja, e temos muito prazer
em ter você como cliente ou simplesmente admirador de nosso
trabalho.
Aqui queremos ter um ponto de encontro
entre cervejeiros
caseiros e se você quiser discutir sobre cerveja artesanal,
se
cadastre em nossa Confraria, é gratuito e recebe
“quem
não sabe quer aprender” e “quem sabe e
se
dispõe a ensinar”.
Participe conosco,
divulgando a loja, na confraria, simplesmente visitando, mas
faça parte de uma grande família, que como todas
as
famílias não é perfeita, mas tem amor
pelo que faz.
Prosit!
Muita saúde e a geladeira lotada de boas cerveja.